- Trevor Brown.
...Raphaela*
Sabe quando você está dentro de uma casa e é quase a mesma coisa que se você não tivesse Bem vindo ao clube!
Antes eu diria que a vida era até mais divertida, em alegrar e fazer as pessoas rirem de mim e comigo. Crescer e ser contra a estatística de seus pais é um coisa muito desagradável, afinal você nunca vê o obvio você sempre vê o além do obvio, você cresce, adquiri uma inteligência se sai bem e simplesmente eles não sabem lhe dar com isso, são coisas condicionais que acabam gerando uma displicência. Um te trata como se você realmente existisse, outro apenas te suporta, e num faz nada pra manter uma convivência agradável, por mais que você faça se dedique, e mostre serviço, nada e nem ninguém sabe reconhecer pode ser tanto na sua vida profissional quanto pessoal, cada um por si o “lema” por aqui é este, [...] Nem luxo, Nem lixo eu quero é saúde pra gozar no final [...].
Deito- me no chão olho pra cima, entro no banheiro ligo o chuveiro, entro debaixo da água pelando, e encosto a cabeça na parede, e às vezes me pergunto pra que tudo isso, e simplesmente não tenho resposta, simplesmente não moro mais em mim, nem sei por onde me perdi. As recaídas são coisas que eu uso pra passar o tempo, e imagina como seria aquilo se tivesse existido. Queria poder conversar com alguém, mais ninguém é tão alguém pra querer simplesmente ouvir e realmente falar aquilo que você deseja ouvir, pode tanto ser aquilo que não esperava ouvir, mas que a pessoa soubesse usar a palavras certas, mais quando você pensa em falar com alguém é como se tua consciência te retornasse automaticamente, que você não precisa que ninguém saiba o que você está pensando ou sentindo, porque ninguém te dará aquilo que deseja ouvir, porque todos vêem o obvio e você vê o além.
Confesso que a solidão é algo produtivo que te proporciona ir além, algo que te eleva pra onde você quiser em seu universo, é como se descobrir se conhecer melhor, saber mais sobre si mesmo, sobre seu corpo, seu limites chega a ser como se você estivesse num looping da maior montanha-russa do mundo, não sei se isso libera adrenalina, endorfina que são substancias agradáveis de se liberar num corpo humano, só sei que isso causa um vicio, não sei se isso é um distúrbio psicológico de querer ficar em casa, de querer ser só, de tentar sair e se empolga e na hora do “vamos vê”, você pensa nas coisas que irá fazer e tem um veredicto “Bom prefiro ficar em casa”, lá vai ser como sempre vai ter as mesmas pessoas efusivas, a mesma futilidade, e o mesmo exibicionismos, as mesmas contradições de sempre.
É um sentimento sem nome, ou melhor, ele tem uma denominação, mas não é muito agradável de dizer, escrever ou até mesmo sentir. Queria poder transformar esse ódio, em amor, mas não pra deixar dentro de mim, simplesmente transpassar ele de forma que eu me sinta avontadade.
[...] e se eu puder fazer por ti, o que ninguém mais fez por mim eu faço [...]
Mais um pensamento estranho, que faz com que eu mesma entre em confronto comigo mesma, é sobre uma questão de sentir saudade, acho que às vezes tanto eu quanto as pessoas confundem saudade com “sentir falta”, e penso também que sentir saudade de quem ou do “que” você gosta, é bem melhor quando se está perto, afinal se você sente saudades ou falta de algo tendo condições de está presente naquele momento que é único que nem os outros momentos que você se quer nota que se passou ou se passará, você terá a oportunidade bem melhor de se expressar e será uma saudade boa de sentir, porque sim ela se tornara um sentimento melhor ainda.
Quando se está só é bem melhor, (risos) afinal o barulho do silêncio se torna bom de ouvir, sem essas turbulências, ruídos que afinal não são tão agradáveis de ouvir, eles transmitem falta do que fazer, pensar e falar, e por outro lado transmitem raiva porque se tem a obrigação de fazer aquilo, e quando finalmente tem alguém que tem o que falar, pensar e fazer, eles acham alguma forma de te atrapalhar ou interromper, quase sempre tomam atitudes por você porque sempre pensam que o que você tem pra fazer sempre é pouco e invalido. O que se torna mais engraçado é que procuram qualquer motivo, qualquer assunto ou ação pra te abordar e conseguir desviar sua atenção.
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